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2003.12.10 – PORT’S PARADISE – Não compete ao Presidente do Instituto, comentar se a sede é aqui ou não

Editamos peça jornalística relevante sobre o Vinho do Porto e o Alto Douro Vinhateiro, feita pela PORT’S PARADISE

PEOL

IVDP

A PORT’S PARADISE, continua na senda de entrevistar as principais figuras do sector do Vinho do Porto. Numa iniciativa denominada ” PERSONALIDADES DO EMBAIXADOR “, estas pessoas, são personagens dos dias de hoje, que todos conhecemos, e que pelo seu saber e opinião, nos irão revelar factos, e quiçá, opiniões menos esperadas ou mesmo polémicas.

Homens e mulheres, descendentes de famílias centenárias no comércio do Vinho do Porto, Presidentes dos principais organismos do sector, Presidentes das Adegas Cooperativas e Responsáveis pelas mais famosas Quintas do Douro, todos, são convidados a falarem de si, a falarem ao sector e sobre o sector, e por último, a falarem aos nossos amigos leitores e visitantes da página PORT’S PARADISE.

Sendo assim, nesta News Release, iremos editar a entrevista feita ontem, 10 de Dezembro, a uma das personalidades mais importantes do sector do Vinho do Porto, para nós, de maneira directa, o seu maior responsável e defensor. A PORT’S PARADISE, teve a honra de entrevistar o Engenheiro Jorge Monteiro, que é o Presidente do Instituto do Vinho do Porto, hoje IVDP, que simpáticamente nos recebeu, nessa manhã, no seu gabinete de trabalho, e que, em discurso directo, respondeu assim às seguintes perguntas, formuladas pelo nosso repórter Luís Moreira:

1 – PP – Senhor Engenheiro Jorge Monteiro, muito obrigado por nos receber e se mostrar disponível para falar com a PORT’S PARADISE e participar na nossa iniciativa de entrevistar pessoas importantes ligadas ao sector do Vinho do Porto, intitulada ” PERSONALIDADES DO EMBAIXADOR “.

2 – PP – Desde a fundação do IVP, hoje IVDP, quais foram ou são para o Senhor, as grandes referências ou símbolos desta Instituição ?

2 – JM – As grandes referências, desde logo, o facto de 70 anos depois da sua criação, o Instituto ser uma Instituição sobrevivente, e repare, que ela é criada no Estado Novo, portanto, sendo provavelmente uma das primeiras medidas de política do corporativismo português, sobrevive à ruptura política de 25 de Abril de 74, e depois foi sobrevivendo a diversas reformas institucionais que se foi efectuando na Região Demarcada.

E porque é que isso acontecerá ! Provavelmente, eu creio que o Instituto soube granjear ao longo destes anos, enorme prestígio nacional e internacional, o Instituto tem credibilidade enquanto entidade certificadora, os mercados internacionais reconhecem no Instituto e no selo de garantia, reconhecem, conteúdo, e sabem que um produto certificado pelo Instituto é reconhecidamente um produto de qualidade. Eu creio que essa terá sido, eu diria, a grande razão da sobrevivência e por isso também é que esse processo mais recente da reforma institucional da região Demarcada do Douro, passa pela extinção, pela absorção da CIRDD no Instituto, e que, simultaneamente, e também por essa razão, passará a ficar com certificação dos Vinhos do Douro. Eu creio que há aqui um passado de profissionalismo, de competência, de abordagem técnica das questões, que tem sido determinante na imagem internacional que o Instituto criou.

3 – PP – O que pensa do sector do Vinho do Porto e do Douro Vinhateiro, no momento actual ?

3 – JM – O sector do Vinho do Porto, se nós o analisarmos isoladamente do contexto, nós diríamos, que ele passa, atravessa de há 3 anos para cá alguma turbulência, olhando para os grandes números do mercado mundial, passam por alguma turbulência, que depois de uma década de crescimento em que perante esses 10 anos cresceu sempre em volume e depois na segunda metade dessa década, cresceu também em preço, portanto, foi uma época extremamente positiva. Desde o virar do milénio, o sector de Vinho do Porto, entrou num processo de turbulência, em que, ora cai em preço, mas de uma certa instabilidade, que obviamente numa perspectiva de negócio não é o mais desejável.

Isso reflecte-se depois a montante, na produção, até porque se trabalhou durante alguns anos em que se teve benefício acima das necessidades reais do mercado, e este ano, com uma queda substancial, desse benefício, por necessidades de reajustamento de stocks. Isoladamente. Agora, se quisermos comparar o que se passa com o mercado mundial das bebidas, e em particular o mercado mundial dos vinhos, nós sentimos que toda a Europa atravessa um período de crise, fruto dos novos países produtores, como os Estados Unidos, o Chile, a Austrália e a África do Sul. Esses países, souberam muito bem trabalhar o mercado dos vinhos, souberam produzir qualidade, em quantidades bastante, cada vez com maior expressão, e a custos de produção relativamente equilibrados, ou seja, estes países conseguem colocar nos mercados consumidores, vinhos de qualidade bastante razoáveis, bastante boa, mesmo em alguns casos, a preços muito interessantes. – Isso é uma ameaça ! Sobretudo ao velho continente, à Europa, e à Europa produtora de vinho. Se analisarmos, já o Vinho do Porto neste contexto, eu diria que apesar de tudo, o Vinho do Porto demonstra uma capacidade de adaptação e resistência interessante, ou seja, se numa perspectiva englobada, nós vivemos alguma apreensão, olhando para o contexto mundial, há outros sectores ou há outros subsectores que vivem situações mais críticas que a nossa. Apesar de tudo, eu julgo, leva-nos a encarar com realismo e optimismo, podemos encarar com optimismo, em que é possível, ora, vamos ter que encarar com muito realismo que há problemas, que há deficiências, que é preciso mudar e combater, e encontrar alternativas. Se olharmos, por exemplo, comparando com o o ” xerez “, ou até com o conhaque, nós podemos ter razões para acreditar que vamos ultrapassar esta crise.

4 – PP – Como sabe, entrou em vigor há dias atrás, a nova Lei Orgânica do IVDP. Como vai ser o futuro do Vinho do Porto, agora com esta nova lei ?

4 – JM – Esta alteração institucional, culmina um trabalho de mais de 1 ano. Vai introduzir no Instituto, alterações muito mais profundas do que se imagina, por duas razões. Primeiro, eu diria que a absorção da CIRDD, é relativamente fácil, eu diria, que é um processo quase, quase em vias de conclusão, a assunção das novas responsabilidades na certificação do lote ” Douro ” e eu julgo que também é uma questão de tempo, e assumir-se-á rapidamente essas competências, simplesmente, há aqui duas questões mais profundas e que poderão ditar o futuro. E uma delas é; O Instituto reintegrou uma componente interprofissional, que embora historicamente existisse no Conselho Geral, antes da criação da CIRDD, Conselho Geral esse, que regulamentava as profissões, ele nunca se assumiu verdadeiramente como interprofissional, e agora não, a partir deste momento o Instituto tem a maior responsabilidade de concertação interprofissional, de concertação entre os interesses do comércio e produção, assim como tem a responsabilidade da orientação de políticas de desenvolvimento para a Região Demarcada do Douro.

Esta primeira função, é uma função bastante complexa, que vai exigir muito bom senso, muito tacto, muita análise e estudo para que as questões de concertação, se baseiem em critérios cada vez mais racionais, cada vez mais técnico-científicos, e cada vez menos, baseado em emoções e em tradições. Esse é uma dos grandes desafios.

O outro grande desafio, é que no Vinho do Porto, diz-se muito que o desenvolvimento do Douro, há quem defenda que o desenvolvimento turístico no Alto Douro é uma ameaça para o Vinho do Porto, há quem entenda que o desenvolvimento do Alto Douro é um complemento ao Vinho do Porto, o que é certo é que passamos a ter na mesma Instituição, certificação de dois produtos que estão em ” estádios ” de desenvolvimento muito diferentes e que vão conviver entre si, e o Instituto vai ter que saber gerir, a regulação e a certificação dos produtos, sempre numa perspectiva de potenciar o desenvolvimento económico da Região Demarcada., em que os dois produtos não podem ser mais entendidos do que concorrentes, ou como sendo uma ameaça um do outro. O Porto vai ter que habituar-se, vai ter que conviver com o desenvolvimento e com o potencial que o Alto Douro tem, e o Alto Douro vai ter que conviver com a imagem internacional e o prestígio que o Vinho do Porto tem.

Mas estes dois desafios, a absorção, ou a assunção da responsabilidade da concertação interprofissional e a convivência de dois produtos que tendo a Região Demarcada como a sua Região, vão ter que conviver entre si, são dois grandes desafios e que vão exigir, o Instituto vai ter que mudar, vai ter que alterar muito, porque o Instituto era uma instituição muito virada para as componentes técnicas, aquilo que fazia, fazia bem, fazia bem a certificação, fazia bem o controle e a fiscalização, defendia com competência a protecção internacional de denominação de origem e promovia os seus produtos. Hoje, vamos ter um Instituto com novas responsabilidades, com um cariz muito diferente deste e é um desafio.

5 – PP – IVDP, não seria melhor ter a sede na Cidade do Porto, do que no Peso da Régua, conforme diz o diploma ?

5 – JM – Não compete ao Presidente do Instituto, comentar se a sede é aqui ou não. O Governo entendeu, entendeu muito bem na minha perspectiva, que é necessário que o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, tenha uma presença mais forte na Região Demarcada. E nessa perspectiva, este IVDP deu outro salto, porque além de ter a sua sede na Região Demarcada do Douro, vai passar a ter também a Direcção com uma presença mais forte na Região Demarcada do Douro. Julgo que isso é uma vontade política que tem que ser respeitada e estimulada até.

É evidente, que, enquanto os actores económicos se centrarem entre estas duas regiões, a região Demarcada com uma extensão territorial bastante significativa e o Entreposto de Gaia com uma concentração muito grande, mas é evidente, que as actividades, independentemente de a sede do Instituto e da Direcção, estar na Região Demarcada do Douro, a actividade do Instituto terá que fatalmente se repartir entre estes dois espaços. Aactividade do Instituto, estará, onde estiverem os agentes económicos.
6 – PP – Vinhos de mesa, há muitos e bons, em várias zonas do país e do mundo, mas o Vinho do Porto é único no mundo. Porquê, misturar os dois num só Instituto ?

6 – JM – Se fossemos olhar às grandes teorias do marketing, poderíamos buscar exemplos. Há quem defenda a organização das empresas por produtos e há quem defenda a organização por mercados. Nós aqui, podemos dizer que basicamente, temos, dois produtos em que ambos são produtos com denominação de origem, portanto tem origem num determinado « terroir », com características. Esse « terroir » é o mesmo, o que dá o Vinho do Porto, o que dá o Vinho do Douro é o mesmo « terroir », portanto a sua origem é a mesma. Há aqui uma lógica, diria, origem do produto. Mas, depois, também há uma outra lógica que é, os mercados de maior potencial para o Vinho do Douro, são hoje, já os mercados que mais valorizam o Vinho do Porto. Concretamente e independentemente de a França e a Bélgica serem grandes consumidores, os mercados que mais apreciam e mais valorizam o Vinho do Porto, são na maioria os Estados Unidos e o Canadá e creio que esses devem ser os mercados alvo para o Douro. Portanto, até numa lógica de orientação do mercado, estamos a falar de produtos que se orientam para esses mercados, portanto, faz sentido estarem juntos. Portanto, temos por um lado o mesmo território, nós fazemos a certificação com denominação de origem, portanto, passamos a controlar todos os produtos com origem na Região Demarcada do Douro, por outro lado, os mercados alvo, são os mesmos para o Vinho do Porto e para o Vinho do Douro.

Eu creio que, agora com esta concentração, num só Instituto, se consegue colmatar uma deficiência, que é de facto este vinho generoso ter designação, ou ser conhecido mundialmente como Vinho do Porto, que é o nome de uma cidade e não o nome da Região. O vinho ” tranquilo “, do Alto Douro, esse já tem a sua designação, coincide com a designação da Região. Eu creio, que esta concentração no mesmo Instituto, permite dar a conhecer, melhor, é mais eficaz para a Região Demarcada, tendo por princípio de que, esta terra que produz excelente Vinho que é o Porto, que produz também este excelente Vinho que é o Douro, e por outro lado, permite dar mais visibilidade, mais notoriedade à própria Região Demarcada do Douro.

7 – PP – O que pensa dos novos Estatutos da Casa do Douro e também o que pensa do papel do seu actual Presidente ?

7 – JM – Repare. Nas funções que exerço, e tenho tido alguma responsabilidade na Comissão de Acompanhamento, nomeadamente para a preparação dos Estatutos para a Casa do Douro, e também para os Estatutos do IVDP, não me compete a mim, fazer juízos de valor sobre estes dois documentos, sobre estes dois diplomas. Também, não o farei, em relação ao Presidente da Casa do Douro, não me parece que seja oportuno, nem o meu mandato me legítima a fazer juízos de valor sobre Instituições, ou sobre pessoas, primeiro o Presidente da Casa do Douro é eleito pelos Viticultores, o Presidente do Instituto é nomeado pelo Governo.

8 – PP – Sabemos ser isento, mas permita uma pequena provocação. Diga-nos qual é para o Presidente do IVDP, a maior figura, o maior símbolo e a melhor Casa/Quinta do Vinho do Porto ?

8 – JM – Eu diria que as grandes figuras, a história depois encarrega-se de as designar e eleger sem dúvida. Figuras, estamos sempre a falar de Dona Antónia Adelaide Ferreira, estamos sempre a falar do Barão de Forrester. Depois, mais tarde, e eu era capaz de chamar à atenção para duas ou três figuras, mais recentes, e até porque, uma faleceu há relativamente pouco tempo, e que foram figuras importantes no sector do Vinho do Porto.

E começaria pelo Álvaro Moreira da Fonseca, que foi quadro do Instituto, e que se tornou célebre pelo método de pontuação que estabeleceu, e que ainda hoje é utilizado na classificação das vinhas, portanto é utilizado para a classificação para aptidão das vinhas para a produção de Vinho do Porto, método de pontuação ou método Moreira da Fonseca. Realceria também, o trabalho de João Ramos-Pinto Rosas, que também recentemente falecido, e que foi determinante, no estudo que foi feito para as grandes castas do Vinho do Porto, estudo esse, que até hoje deu resultado e que hoje é adoptado pela maior parte das casas. O último, será Eduardo Serra Pimentel, foi presidente do IVP, faleceu há pouco tempo, destes tempos mais recentes, destacaria estas 3 figuras.

Em relação às casas, eu julgo que, também o nosso papel é classificar os vinhos e aprová-los ou não aprová-los, embora a nossa Câmara de Prova, tenha uma classificação interna, mas que não é divulgada, e que estabelece patamares como, vinhos da mesma categoria, da mesma designação e outros, não me compete a mim, estar aqui a estabelecer diferenças.

É evidente, que as casas de Vinho do Porto, eu julgo que há aqui 3, 4 categorias em que eles se enquadram e que levam a orientações estratégicas diferentes, temos algumas casas que se orientam para, claramente determinados nichos de mercado, que produzem pequenas quantidades, que se centram nas categorias especiais, ditas ” topo de gama “, e aí aparecem casas como a Niepoort, a Noval, até a Ramos-Pinto, depois aparecem outras casas que disputam simultaneamente os negócios de volume, mas também negócios de imagem têm excelentes marcas, como excelentes vinhos, mas também fornecem vinhos mais « standard », temos 3 grandes grupos neste momento, a Quinta and Bottlers e várias marcas, os Symintgton e a Sogrape, que é por excelência, uma grande empresa portuguesa, e que hoje como sabemos, tem a Sandeman. São três casas, que disputam simultaneamente os negócios de margem, de topo de gama, etc.

Depois temos outras casas também, que não podemos esquecer, que trabalham mercados importantes, temos a Gran Cruz, que pertence a uma casa francesa. Portanto, não queria estar aqui a particularizar, porque as empresas tem características diferentes, temos hoje uma geração de produtores-engarrafadores no Douro, também com muita qualidade, temos também algumas Adegas Cooperativas que começam a trabalhar a qualidade, já temos Adegas Cooperativas com Vintage, a Santa Marta, os Produtores Associados, que deriva da Adega Cooperativa da Régua. Começa hoje a haver um conjunto de casas, que se preocupa cada vez mais com a qualidade.

9 – PP – Como vão ser os próximos anos do Engenheiro Jorge Monteiro ?

9 – JM – ” Sorrisos “. Não sei. Na faço a mínima ideia, não faço futorologia.

10 – Uma palavra sobre a nossa página PORT’S PARADISE, e também o que espera dela ?

10 – JM – Eu acho que o Vinho do Porto tem uma grande vantagem e um grande inconveniente. Nós temos, sobre o ponto de vista dos mercados, temos um ponto fraco, comparado com o champanhe temos um grande ponto fraco, enquanto que 55% do champanhe é consumido em França, menos de 10% do Vinho do Porto é consumido em Portugal. Enquanto que o champanhe só exporta 45%, nós exportámos mais de 90%, temos que ter em conta aquilo que são exportações directas e indirectas, porque parte daquilo que é vendido no mercado nacional, depois é consumido fora. Mas há outra questão que é importante, que é o Vinho do Porto, tem na sua família de produtos, tem uma enorme complexidade, um conjunto que tem muitas categorias, as categorias variam depois consoante a cor, temos os ruby, os tawny, e os brancos, depois temos os categorias especiais, como são os Vintage, os L.B.V., depois temos os Colheitas, temos os 40, 30, 20 e 10 anos, depois temos os Reserva Tawny, quer dizer, é uma complexidade muito grande, que exige educação do consumidor.

Esta educação do consumidor, por outro lado as notícias que há dos grandes anos, 1994, 1997 ou 2000, há depois um outro tipo de informação, que simultâneamente divulga estas diferentes categorias e faça chegar ao grande consumidor, informação sobre as diferenças entre estas categorias e aquilo que elas correspondem. Mas também fazer chegar junto do consumidor, os momentos e as formas de consumo, creio que este pode ser um dos objectivos importantes que a PORT’S PARADISE, pode ajudar a preencher na educação do consumidor. A segunda é, contribuir para, porque se trata de um produto com denominação de origem, contribuir para uma maior divulgação da Região. A Região Demarcada que apesar de tudo, ser uma região que há muitos anos produz um vinho de elevada notariedade e considerado dos melhores produtos vinícolas mundiais, a Região enferma sempre de problemas de desenvolvimento. A PORT’S PARADISE pode também ajudar a estabelecer uma relação mais forte entre o produto e a terra de origem.

11 – PP – A PORT’S PARADISE, tem em mente, organizar em 2004, aqui no Porto, uma Conferência dedicada ao Vinho do Porto, onde diversas personalidades serão convidadas a falar de Vinho do Porto. O que acha desta ideia ?

11 – JM – Eu acho que é uma excelente ideia, tudo o que seja, pôr as pessoas a falar sobre Vinho do Porto, julgo que é excelente. Agora, dentro de um tema genérico, que é falar sobre Vinho do Porto, valeria a pena reflectir um pouco sobre que tipo de abordagem, o que é que interessa, prospectivar um certo, se calhar, analisar quais são as grandes debilidades do sector, uma abordagem muito realista, sem sentimentos de culpa, sem complexos, sem necessidade de agredir terceiros, julgo que abordar isto numa atitude colectiva, as suas alianças, prospectivar, acho que é uma excelente iniciativa.

12 – PP – Como sabe, a nossa página foi feita para honrar, servir e dignificar este magnífico embaixador de Portugal no Mundo. Como personagem actual da história do Vinho do Porto, queira dirigir uma última palavra para os nossos leitores ?

12 – JM – Sejam críticos, atentos, e sobretudo críticos construtivos, de forma a darem sugestões, para a PORT’S PARADISES, possa melhorar a sua ” perfomance ” quer porque, até, o próprio Instituto possa vir a ter reflexo e conhecimento dessa apreciação crítica, das necessidades dos leitores, neste caso dos internautas ou cibernautas, quais são as suas necessidades, quais são as suas críticas e as suas propostas, julgo que é a melhor forma concerteza de melhorarmos todos.

13 – PP – Senhor Presidente, Muito Obrigado

13 – JM – Muito Obrigado, Eu.

sep 3

© Créditos:

Para o texto

Departamento de Estudos da PORT’S PARADISE

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